MP entende que alcançou objetivo com abertura de inquérito sobre eleição na Câmara

Um amigo que circula pelo Fórum, e tem relativa intimidade com promotores e juízes, me disse que já surtiu o efeito desejado a ação do promotor Orlando Bastos Filho de abrir inquérito para apurar denúncia de que há venda e compra de votos entre os vereadores para a próxima eleição no Legislativo sorocabano: o de melar as confabulações que estavam ocorrendo em torno do próximo presidente da Câmara.

O que surpreendeu os homens da lei foi o fato da decisão da Comissão de Ética da Câmara de Vereadores, de divulgar os nomes dos sete vereadores citados por denúncia anônima, ter informado à sociedade os nomes dos sete suspeitos.

Teria havido uma certa frustração com este blogueiro que tinha os nomes dos vereadores envolvidos, mas decidiu contar o caso, mas não os nomes. Não se imaginava que a imprensa seria tão cautelosa. Daí a surpresa de que quem fez o trabalho de divulgar os nomes ter sido a Comissão de Ética, presidida pelo vereador José Crespo.

Este meu amigo me diz que o promotor Orlando Bastos Filho tem convicção de que houve troca de favores financeiros entre os vereadores, mas que é praticamente impossível fazer prova disso. A única chance de provar seria se alguns desses vereadores novatos citados abrissem o bico se vierem a ser arrochados. Outra hipótese é um dos novatos ter colocado em conta corrente bancária o dinheiro, o que uma simples quebra do sigilo vai identificar.

Seja como for, repito aqui: uma denúncia anônima não pode ser prova material suficiente para que ninguém tenha seu nome e honra exposto à sociedade sob suspeita de ser criminoso e, muito menos, como fez a Comissão de Ética da Câmara, tratar quem está sob suspeita como vítima.

Comentários

Leia também