Sindicato comemora proibição do Uber, mas afirma que categoria é a favor de tecnologias

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Sorocaba e Votorantim, Antônio Rodrigues da Silva, me telefonou para debater a respeito do meu comentário, na coluna O Deda Questão, no Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz), a respeito da decisão dos vereadores de aprovarem o projeto de lei de França (ex-presidente do sindicato dos condutores) proibindo o uso do aplicativo Uber em Sorocaba. Ele disse que a categoria tem todo o interesse em atender bem ao usuário, em respeitar (como faz) as leis e ampliar cada vez mais o uso de tecnologia como um aplicativo para atender aos passageiros antenados com o assunto. É bacana que o presidente defenda sua classe, mas meu comentário (embora tenha citado exemplos de passageiros que não se sentiram bem atendidos) focou no usuário. Entendo que os vereadores pensem na categoria e os taxtistas pensem neles. Entendo que ao pensar na categoria e neles próprios vereadores e taxistas também pensam no usuário, mas reafirmo aqui o que disse e escrevi: desejo de verdade que a tentativa do Uber em chegar a Sorocaba mexa com a categoria e ela ofereça um serviço compatível com o século 21. Isso, na prática, quer dizer: 1) Motoristas comprometidos (hoje é absolutamente comum ver taxista que não conhece a cidade e faz questão de pegar todos os congestionamentos possíveis para aumentar seu faturamento na bandeirada); 2) Pontos (acumulado de táxis) onde seja possível pegar um táxi na hora que for do interesse do cidadão, ou seja, é impossível que o serviço de táxi seja como o de ônibus que tem hora para começar e terminar o trabalho.

A decisão sobre a proibição do uso do aplicativo Uber em Sorocaba está com o prefeito Pannunzio. Caso ele vete o projeto, a Câmara poderá derrubar o veto e ela promulgar a proibição. Dai caberá ao prefeito recorrer da decisão no Tribunal de Justiça se assim ele entender. Mas minha percepção é de que o prefeito vai sancionar a lei.

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