Sorocabano inconformado com a baixa qualidade oferecida pelo SUS daqui em comparação com Barretos faz desafio: Senhores políticos, vamos trabalhar em prol do cidadão

Paulo Dirceu Dias é assessor técnico do Instituto Defenda Sorocaba, mas é um dos comerciantes mais conhecidos de Sorocaba por ter sido dono da Farmácia Baronesa, na praça central, e um dos instrutores e pilotos do Aero Clube de Sorocaba. Uma pessoa idônea, organizada e acima de qualquer suspeita. Ele passa por um problema pessoal de saúde e foi buscar atendimento no setor público e se decepcionou com o que encontrou em Sorocaba e está maravilhado com o atendimento que recebeu no Hospital do Câncer de Barretos, sendo que ambos os atendimentos são do SUS (Sistema Único de Saúde). Em entrevista ao programa O Deda Questão, que está no ar pela ITV (Canal 24 da Net), ele lança um desafio o tempo todo: porque Barretos consegue (e Sorocaba não ) oferecer um serviço exemplar de oncologia pelo SUS. Mais do que criticar, Paulo Dias instiga as autoridades a se mexerem para fazer do que é oferecido em Sorocaba um serviço com a mesma qualidade do que é em Barretos. Em suas palavras: “Senhores dirigentes, gestores e políticos, eleitos e nomeados, vamos: criar coragem, arregaçar as mangas, erguer a cabeça e de fato trabalhar em prol do cidadão brasileiro?”

 

Além disso, em seu site ( http://snookerclube.com.br/1808-2/) ele publicou o texto abaixo, que republico aqui na íntegra. Vale a pena ler:

 

O Hospital de Câncer de Barretos

Estou passando por uma experiência inusitada, e não resisti ao ímpeto de descrevê-la para eventuais interessados e/ou curiosos e, principalmente, especialmente dirigida aos gestores da nossa saúde pública!

O inusitado

Precisei de atendimento médico para um novo câncer, agora nos pulmões (já o tive na próstata). Procurei o SUS de minha cidade, Sorocaba – SP, e, sem grandes “surpresas”, em razão dos fatos históricos já conhecidos, como a maioria que o utiliza me decepcionei, intensamente, me sentindo desamparado e totalmente inseguro com os atendimentos proporcionados, administrativos e médico.

Burocrática e administrativamente os atendimentos foram insatisfatórios, precários, confusos, cansativos e desanimadores. Depois de muita “luta”, diversas idas-e-vindas durante muitos e afastados dias, em longo período, o único atendimento médico finalmente oferecido foi precaríssimo, com o “tratamento” rápida e improvisadamente “receitado”, sendo por mim considerado como precário e inseguro, podendo até mesmo ser errado, inócuo e/ou prejudicial.

Depois, esses fatos foram real e literalmente comprovados, pela nova, animadora e verdadeiramente deslumbrante experiência, acontecida ao procurar e conseguir atendimento, também por meio do SUS, no Hospital de Câncer de Barretos, um enorme complexo de atendimento médico hospitalar, com 10 unidades em pleno funcionamento, 4 delas em Barretos e outras 6 em cidades de São Paulo e outros estados brasileiros, “por enquanto”, uma vez que novas instalações estão permanentemente em construção, como eu soube ao, entusiasticamente, procurar conhecer e saber mais sobre essa eficiente instituição, uma verdadeira, exemplar e excepcional organização da saúde!

O que encontrei, vi e constatei, torna este sorocabano em um abismado sonhador; “Se tudo aquilo existe em Barretos, com extensões e ramificações similares em muitas outras localidades, então não é impossível de ser feito, não é um “milagre”! Se alguém e/ou um grupo deu início e mantém sérios e exemplares atos e ações, com enorme sucesso, eficiência e crescimento vertiginosos, certamente outros poderão utilizar essa experiência, e também tentar trilhar caminhos similares! Alguém o fez, então outros poderão fazê-lo, ao menos tentar! Qual é, então, a razão de não fazermos algo similar em nossa Sorocaba, em nossa região, nosso Estado, nosso Brasil?”.

Pessoas sérias e capacitadas existem! Bastará que consigamos resgatá-las da “desconfiança” generalizada que grassa nos nossos deficientes meios e serviços públicos, e lhes ofertemos as condições para que, verdadeiramente, de fato e de direito, possam exercer aquilo que nos falta; meios e condições para trabalho honesto, objetivo, sério e voltado ao bem do cidadão!

O hospital visitado (uma das muitas unidades)

 

É deslumbrante e animadamente “assustador”! Trata-se de um gigante na extensão da área ocupada – muitas quadras unificadas no local – e nos enormes e variados blocos de prédios, com muitos pavilhões, todos com belo e agradável visual, em todas as dependências, externas e internas. Os balcões, divisões, móveis, utilitários e equipamentos tem excelente conforto, ótima apresentação e alta qualidade. São absolutamente perfeitas a limpeza e a manutenção, nas áreas externas e internas.

O bom “gigantismo” não se limita a isso! Está presente em tudo que se possa imaginar; atendimento, atenção, organização, eficiência, enfim, em tudo oferecendo enorme segurança, satisfação e alento aos pacientes e acompanhantes, permitindo a constatação de estar em local que valoriza a presença, condição e necessidades de cada um, em perfeita igualdade social e humanitária, em todos os sentidos.

Constatei ser conceito corrente que; todos os cuidados e atividades médicas, atenções, atendimentos e serviços são prestados igualmente, nem mais nem menos, à todos que procuram o local, pagantes particulares e/ou atendidos por meio da assistência social pública, do SUS. É orgulhosamente entusiasmante!

Essa unidade visitada tem 19 pavilhões, em enorme área que ocupa diversas – muitas – quadras do bairro, abrigando as mais detalhadas atividades. Um deles é voltado exclusivamente às pesquisas científicas para a prevenção e o ensino médico oncológico. Cada pavilhão abriga uma ou mais especialidades. Entre elas, as que observei diretamente ao transitar entre apenas dois dos pavilhões, são; Urologia, Tórax, Centro de Imagens, Hematologia, Odontologia, Centro de Intercorrência Ambulatorial e Centro Infusional, este parecendo uma grande e vistosa UTI, para ministrar quimioterapia e aplicações diversas. Sem dúvida, são apenas “amostras” das especialidades nas demais dependências.

Os atendidos e os atendimentos no local

Por várias finalidades, já estive em diversas repartições de saúde do SUS, de atendimentos de emergências, encaminhamentos e hospitais, onde sempre observei grande e impressionante número de pessoas que os procuram, sempre aglomerando-se em pequenos, desconfortáveis e desorganizados espaços. Aquilo que já tinha visto se tornou insignificante, e também mesquinho e enormemente vergonhoso, ao comparar com essa nova experiência!

Em Barretos, o “gigantismo” benéfico acontece também no número de pessoas que chegam ao local em busca de atendimentos! Na unidade visitada, do Hospital de Câncer de Barretos, o número de pessoas em atendimentos é literalmente gigante, num volume que nunca imaginei ou vi concentrado em único lugar para tratamento da saúde, pública e/ou privada! Desde a madrugada e ao longo de todo o dia, é enorme o número de pessoas presentes nas muitas, grandes e espaçosas salas de espera, circulando entre os setores, nos pavilhões, chegando a pé, trazidos em ambulâncias e veículos variados, que, por todo o dia, adentram e saem dos pavilhões. É literalmente uma multidão incomensurável de pacientes e acompanhantes!

Mais deslumbrante que essa constatação é a exuberante eficiência, comparável a um “milagre administrativo”, que mantém tudo e todos organizados e naturalmente conduzidos sequencialmente. Todos chegam, transitam e saem harmoniosamente, em razão das seguras orientações oferecidas em estratégicos pontos. Os que esperam sempre tem confortáveis assentos em poltronas individuais, sim, isso mesmo, ótimas, confortáveis e individuais poltronas! Em todos os locais em que estive, dos dois pavilhões visitados, não encontrei nenhum “banco coletivo”. São poucos os que ficam em pé, e por pouco tempo, pois rapidamente conseguem lugar, em razão da grande e organizada movimentação nas convocações para atendimentos. Não observei pessoas mostrando descontentamentos, desconfortos, impaciências e/ou revoltas, acontecimentos que são comuns, rotineiros, acentuados e frequentes em outros locais do SUS, em minha cidade e em outras, creio que em todos os lugares, com raríssimas exceções, como essa, de Barretos!

A organização

É fabulosamente exemplar! Todos os atendentes são organizados com uniformes diferenciados, para grupos de atendimentos, nas áreas administrativas, enfermagem e atendentes nessa área, manutenção e limpeza, supervisão, orientação aos pacientes e acompanhantes, serviços de cozinha e alimentação, e outros.

Em grande número, distribuídos em ótimas recepções, pontos estratégicos e/ou circulando pelas dependências do pavilhão, todos os atendentes são extremamente atenciosos, educados, corteses e simpáticos, oferecendo segurança e satisfação aos presentes. Ninguém é enviado à setor diferente, no mesmo pavilhão ou em outro, sem a presença de um acompanhante uniformizado, que, juntamente com a pasta personalizada do paciente, o leva até o novo local de atendimento, sempre prestando orientações. As “chamadas” dos pacientes para os atendimentos são feitas verbalmente nos saguões “menores”, mas, nos maiores – maioria – utilizam eficiente serviço de som. A perfeita atenção oferecida tem início já nas portarias de entradas, onde também os atendentes e os seguranças se mostram prontos e solícitos na oferta de informações seguras. Pode-se concluir que, todos os funcionários e colaboradores do hospital devem ter um exemplar e eficiente treinamento, antes de atender às suas atividades. Ao que percebi, a supervisão também é permanente; pessoas vestidas de preto circulam o tempo todo, por todos os pontos, ora conversando com os colegas, ora observando trabalhos e/ou atendimentos, ora dialogando com pacientes e/ou acompanhantes. Certamente devem proporcionar uma espécie de “controle de qualidade”!

Como exemplo da organização encontrada, relato: na condição de “novo” paciente, no primeiro posto de atendimento ofereceram uma etiqueta adesiva, indicando um “primeiro atendimento”, e um crachá numerado. Em seguida me chamaram para o cadastramento eletrônico e formação da minha pasta de paciente, que já continha os documentos e exames que haviam pedido antecipadamente, e enviados por e-mail poucos dias antes. Nesse momento retiraram o crachá e trocaram a etiqueta adesiva inicial, por outra, agora com o nome completo, algumas identificações adicionais de segurança, códigos internos e código de barras. Em seguida fui encaminhado ao departamento de Assistência Social, onde o cadastro foi completado e novas orientações e informações diversas foram oferecidas. Pouco tempo depois fui convocado para a primeira consulta médica, com um urologista, antes passando por alguns exames físicos, de pressão, temperatura, altura e peso, todos registrados na pasta individual.

 

Os atendimentos médicos

Sequencialmente, no espaço de em um dia e meio, fui atendido por três diferentes médicos especialistas; urologista, oncologista e pneumologista, os três oferecendo atendimentos similares, permitindo entender que esse é um padrão no hospital.

Em salas reservadas, agradáveis, confortáveis e bem mobiliadas, com alto padrão profissional e sempre com procedimentos similares, os médicos adentram exibindo simpatia, se apresentam ao paciente promovendo acolhedora recepção, indagam os motivos da procura pelo hospital e solicitam o histórico observado e contado pelo paciente, sempre ouvindo atentamente e fazendo perguntas para mais esclarecimentos e detalhes. Só depois iniciam a consulta à pasta individualizada do paciente, fazendo perguntas e anotações. Pedem e examinam atentamente os exames que o paciente porta, sempre interagindo com perguntas e diálogos producentes. Fazem um exame corporal clínico, também registrando tudo na pasta. Finalmente, depois de bom tempo, solicitam que o paciente aguarde no mesmo local, enquanto “… apresentarão o caso à equipe máster de médicos”. Em aproximadamente 20 minutos retornam, oferecendo orientação sobre o prosseguimento no atendimento do paciente, que então retorna às mãos dos atendentes administrativos, na organizada sequência dos atendimentos e procedimentos.

Em diálogos no local eu soube que; nenhum médico pode encerrar a consulta sem antes dialogar com uma equipe especializada na área, sobre o diagnóstico e os procedimentos que seguirão. É uma imposição do hospital! Soube também que; os médicos do hospital são contratados com exclusividade, não podendo clinicar em outros locais, e são os mais bem remunerados do Brasil. Além disso, é grande e concorrido o trabalho de recém formados fazendo sua “residência”.

 

Os procedimentos e sequências

Presente no hospital durante um dia e meio – duas manhãs e uma tarde – passei por; um cadastramento eletrônico, uma avaliação em atendimento de assistente social, três ótimas, confiáveis e animadoras consultas médicas, com urologista, oncologista e pneumologista, por várias aferições físicas precedendo cada uma das consultas, e um início de tratamento temporário paliativo, para prevenção durante o tempo de avaliação.

E, de lá saí com uma “ficha de encaminhamentos”, que deve ser reapresentada à cada nova visita, onde estão registradas as indicações das programações para várias atividades complementares, já compromissadas para datas bastante próximas, devendo retornar e passar por exames de imagens, hematológicos e outros, que, segundo os médicos, oferecerão a orientação para o diagnóstico seguro, e também, para identificar os procedimentos que deverão ser praticados na sequência.

 

Atendimentos complementares

Eu nunca tinha visto antes, em serviços do SUS e/ou particulares! Ao longo do dia observei quatro serviços adicionais, ofertados por duplas ou trios de atendentes levando grandes carrinhos, oferecendo alimentação à todos os presentes, indistintamente, pacientes e acompanhantes, sempre “convocando-os” à serem servidos. Com horários diferenciados e intercalados, em dois deles serviram café e suas variações, acompanhado de pão com manteiga, e, em outros dois, distribuíram sopas. A que provei era uma deliciosa canja de galinha, ótima e fartamente servida.

No atendimento inicial, de “abertura do processo de atendimento”, após o cadastramento formal fui encaminhado ao departamento de assistência social. Ali, depois de longo diálogo, eu soube que, para os pacientes identificados e confirmados como tendo escassas condições financeiras, até determinado limite de renda familiar, o hospital oferece também alojamento e refeições, totalmente gratuitos, para todos nessa condição que venham de outras cidades e estados, e precisem permanecer no local para tratamento continuado. É a organização dos sonhos! Parece delírio! Difícil de acreditar, neste Brasil atual!

À eles também são oferecidas as informações dos direitos e meios que terão, para conseguir gratuitamente, na prefeitura da cidade de origem, os recursos para o transporte até Barretos, ida e volta.

Hospital São Judas Tadeu – O início de tudo – 1967 (enorme “surpresa”)

O “conheci” por meio de relatos de morador local, e também o visitei externamente. O hospital pioneiro, original, que em 1967 deu início ao enorme complexo de hoje, está agora transformado em unidade que atende somente aos pacientes com reduzidas ou dificílimas possibilidades de cura, principalmente quando já confirmados como em estado terminal, para eles oferecendo tratamentos e atendimentos especiais e personalizados, que ofertam atenção direcionada à boa qualidade de vida, conforto e satisfação, também permitindo a presença de um acompanhante da família, em tempo integral, e aceitando visitas e convivências familiares coletivas em dois terços de cada dia, incluindo programações recreativas com atividades familiares integradas, para proporcionar ao paciente o máximo de bons e agradáveis momentos. Realmente, é quase inacreditável!

Constatações

No bom sentido, tudo “traz inveja”! Proporciona quase uma inocente “incredulidade”! Na realidade, de fato e de direito, impõe respeito e admiração, no mais alto grau em que isso possa acontecer! Motiva o desejo de conseguir aprender com o grupo que criou e administra esse imenso e exemplar complexo de saúde, para utilizar os ensinamentos na tentativa de também produzir bons resultados em nossa cidade, em nosso estado, em nossa nação!

Certamente temos muitos bons cidadãos com capacidade para isso, com alto grau de eficiência e, certamente, que se colocarão à disposição, com grande “vontade de trabalhar”, nisso e para isso! Conheço diversos desses! Mas, também com certeza, sabemos que pessoas desse “naipe” vem se mantendo afastadas e desanimadas, pelos péssimos exemplos que grassam em seu entorno, em números geometricamente maiores! Entretanto, igualmente sabemos que é possível “acordá-las”, animá-las, convocá-las e integrá-las numa missão exemplar! Para isso, basta uma “carga” de bom senso, boa vontade, sinceridade e honestidade aos nossos dirigentes públicos!

Senhores dirigentes, gestores e políticos, eleitos e nomeados, vamos “criar coragem”, “arregaçar as mangas”, “erguer a cabeça” e de fato trabalhar em prol do cidadão brasileiro?

Alguns pessimistas “de carteirinha” certamente argumentarão; “…mas, os dirigentes do hospital tem fartas contribuições financeiras…!”

Sim, realmente tem contribuições, muitas! Verdadeiramente, e, espera-se, cada vez mais!

Mas só as conseguiram, e continuarão conseguindo, em razão de serem enormemente sérios e profissionais, no mais alto e rigoroso sentido das palavras! São “transparentes”. Exibem “transparência”. São exemplarmente dedicados. Emanam dedicação. São, principalmente, eficientes. Exalam eficiência. Demonstram eficiência. Provam e comprovam eficiência. E, geralmente, fazem tudo isso com satisfação e humildade!

Nessas condições as contribuições aparecem, sólidas, solidárias, constantes e seguras, de boa vontade e ótimas intenções! Aqueles que trabalham bem e corretamente nunca são esquecidos ou abandonados! Nossos cidadãos sabem reconhecer e apoiar as pessoas de valor.

O que nossos políticos, administradores e dirigentes estão esperando? Qual a razão de não terem ainda nomeado ao menos dois bons e eficientes profissionais, um para a área administrativa e outro para a área clínica, e conseguir aprovação da organização do Hospital de Câncer de Barretos para que passem alguns dias no complexo, aprendendo e apreendendo tudo que possível, para depois organizar um “início de tudo” em Sorocaba e/ou outro local adequado?

Esta providência será um estágio de excelência, conhecendo a experiência de quem entende, com isso “aparando arestas” e conseguindo reduzir falhas e erros na busca de novos e bons resultados.

Sem dúvida, o Hospital de Câncer de Barretos é um magnífico exemplo, com muito orgulho. O pouco – mínimo – visto e sentido, permite manter a esperança de que não rejeitarão auxílio e ensinamentos à quem, com humildade e boas intenções, o solicitar.

Um trabalho nesse caminho abrirá os horizontes para a nossa saúde, e renovará as esperanças dos nossos concidadãos.

O desafio

Senhores gestores da saúde pública, administradores, dirigentes e políticos, eleitos e nomeados, fica em aberto o desafio; querem fazer isso? Conseguem fazer? Farão?

Se você quiser conhecer mais do Hospital de Câncer de Barretos, visite o site: http://www.hcancerbarretos.com.br/

Paulo Dirceu Dias

[email protected]

Sorocaba – SP

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