Tirem o olho do retrovisor

A divisão de fomento ao turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Renda da Prefeitura de Sorocaba, na última reunião do Conselho Municipal de Turismo, levantou a idéia de reeditar a Fapis (Feria Agro, Pecuária e Industrial de Sorocaba).

O objetivo com a medida é a de criar atrações turísticas para a cidade de Sorocaba, trazendo visitantes para mexer com a economia local.

Entre as sugestões estão: 1) ter na região do bairro Aparecidinha o Parque da Cidade e a Rota Gastronômica – inclusive o prefeito Crespo ouviu que houve essa discussão e já saiu falando dela na imprensa ; 2) resgatar as tradições tropeiras de Sorocaba promovendo atividades equestres, industrias e comércios de nutrição animal, de ferrageamento, de equipamentos esportivos, de transportes especializados, médicos e profissionais veterinários, laboratórios de análises, clínicas especializadas, indústrias farmacêuticas do ramo, desenvolvedores genéticos e muitos outros, sempre com muitas competições esportivas e apresentações artísticas, culturais e folclóricas, lazer, gastronomia e outras atividades afins e pertinentes, sempre valorizando as famílias, as atividades equestres e a cultura tropeira.

Vendo a capa do extinto jornal Diário da Noite, edição do dia 27 de julho de 1971, com a notícia da 8ª edição da Fapis de Sorocaba, onde concomitantemente acontecia a 10º Edição Nacional de Suínos – que ilustra essa publicação – fico pensando que nostalgia é essa que move as pessoas mergulhadas em dedicar o seu tempo a pensar o turismo de Sorocaba.

Sorocaba não tem vagas em hotéis para atender as pessoas que vêm a trabalho para cá. A vocação da cidade é o turismo de negócios. A idéia, com a Fapis, é oferecer lazer? Há, de fato, espaço para agro ou pecuária, sendo a cidade atualmente exclusivamente industrial? As tradições tropeiras devem se manter vivas para que o sorocabano, um dia, quem sabe, entenda a sua origem. Só!

Agora gastar energia (e verba) para que ele reviva essa experiência?

Me parece uma fixação olhar no retrovisor. Sorocaba criou o Parque Tecnológico e entre suas principais missões está a de atrair o olhar sorocabano para o futuro.

Uma coisa não exclui a outra? É verdade, mas é preciso foco. E, friso: turismo é negócio e negócio é com a iniciativa privada. Negócio não é da missão do poder público. Ao poder público cabe facilitar a vida das pessoas que mais precisam e moram em Sorocaba.

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