Vereadores de 36 municípios instalam a Frente Regional de Socorro à Saúde para combater descasos do governo do Estado. Deputada reage e diz que eles deveriam combater descasos das prefeituras

A deputada estadual Maria Lúcia Amary estava sendo entrevistada nos estúdios do Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz) na manhã de hoje, dentro da coluna O Deda Questão, instantes antes do início do encontro que teve a presença de cerca de 100 vereadores de 36 municípios que integram o Departamento Regional de Saúde XVI (DRS XVI), cuja sede é Sorocaba, que terminou com a instalação da Frente Parlamentar Regional em Socorro à Saúde, idealizada pelo presidente da Câmara Municipal de Sorocaba, vereador Rodrigo Manga (DEM), com o apoio da Comissão de Saúde da Casa, presidida pelo vereador Renan Santos (PCdoB) e composta pelos vereadores Anselmo Neto (PSDB) e Hudson Pessini (MDB).

“O problema da saúde da região a gente já conhece e uma frente dessa é para ouvir queixa do que já se sabe. A questão é pensar o que é possível fazer do ponto de vista da ordem prática e uma frente dessas faz a gente pensar porque ela nasce em ano eleitoral. Há muita crítica injusta ao trabalho dos deputados e desnecessárias. Os vereadores deveriam atuar em suas cidades e não desperdiçar força num combate com o governo. O vereador deve focar na saúde da cidade e deixar que os deputados trabalhem na Assembléia para cobrar o governo”, disse a deputada.

Rodrigo Manga recebeu mensagens de outros colegas e assessores e entrou ao vivo para explicar os objetivos da Frente Regional. Ele evitou fazer críticas aos deputados estaduais (são 5 em toda a região) e a rebater as críticas de Maria Lúcia, ao contrário, chamou ela a engrossar o movimento, dizendo que a Frente Regional não é de partido político, mas de agentes que estão na política e podem fazer a diferença.

Objetivo da Frente

A Frente Parlamentar Regional em Socorro à Saúde tem como objetivos: mobilizar, em prol da saúde, as Câmaras de Vereadores dos 48 municípios que integram o Departamento Regional de Saúde XVI (DRS Sorocaba); analisar a demanda de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde) no âmbito da DRS XVI; e diagnosticar a estrutura física e humana de atendimento do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) em face da demanda oriunda de toda a região.

Também estão entre os objetivos da Frente: identificar a participação de cada município da região no uso e superação do teto de demanda de atendimento no âmbito do SUS; propor ações que visem à melhoria no atendimento, via Programação Pactuada e Integrada de Assistência à Saúde; e apresentar ao Governo do Estado e Ministério Público, entre outros órgãos, um relatório de suas ações, apontando as principais falhas e possíveis irregularidades encontradas no atendimento de saúde da região.

Metas imediatas

Entre as metas imediatas da Frente, está a Construção do Hospital do Câncer de Sorocaba, para atender toda a região, nos moldes do Hospital do Câncer de Barretos, proposta levantada pelo vereador Hudson Pessini (MDB). “Pacientes de Sorocaba têm de viajar quase 400 quilômetros, até Barretos, para fazerem tratamento oncológico, o que é desumano”, afirmou Manga. Outra meta é a realização de cirurgias ginecológicas em Sorocaba. Padre Flávio pretende estabelecer uma parceria com a PUC para realizar esses procedimentos na Santa Casa. O atendimento de hemodiálise e a implantação de um centro para atender a questão da dependência química são as outras metas da frente.

Deputada anuncia conquistas

Durante a entrevista, Maria Lúcia Amary anunciou que o governo do Estado entregou ambulâncias para 13 cidades da região para os casos de maior complexidade virem para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba. Anunciou a liberação de emendas no valor de R$ 350 mil para o Banco de Olhos de Sorocaba, R$ 300 mil para a Santa Casa de Sorocaba e R$ 235 mil para o Gpaci. Explicou que o atual CHS terá sua gestão feita por uma Organização Social e que o futuro hospital na Raposo será inaugurado em março e deverá entrar em operação em maio ou junho.

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